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Brasil e o seu lugar nas olimpíadas PDF Imprimir E-mail
Salomão Salum   
19-Set-2016
O maior evento esportivo do mundo aconteceu, tendo como palco o Rio de Janeiro, que sempre teve uma ligação muito forte com esse universo: das bolas que rolam no Maracanã, às que empolgam no futvôlei em Ipanema. E não acabou: ainda vão empolgar o público mundial, através das Paralimpíadas. O fato é que, cada vez mais, novos esportes são praticados em suas curvas, como a corrida que rodeia a lagoa ou as bikes, que ganham mais espaço pelos bairros da cidade. Como, então, os negócios estão surfando nesta onda olímpica?

 
Um evento desse porte fez e faz com que o Brasil se torne foco, não apenas permitindo que o mundo olhe para o País, mas também fazendo com que nós mesmos olhemos e busquemos para nosso dia a dia, histórias e inspirações para práticas mais saudáveis, em diferentes âmbitos: desde a gestão dos negócios, até mesmo enquanto profissionais, sem deixar de lado nossa relação com familiares e amigos. Afinal, se os atletas conseguem se superar, porque não seguir seus passos?
 

Toda essa atmosfera nos força, positivamente, a sair da zona de conforto, fazendo-nos encarar, não só os desafios internos como pessoas e também nação, mas também, os externos enquanto competidores num mundo cada vez mais globalizado. E, desta forma, este é um evento que nos apresentou (e continua apresentando) as facetas quanto aos investimentos e dedicação de diferentes países para o segmento esportivo, e é aí que é possível perceber o quanto ainda temos gargalos e potencial para crescer e inovar.
 

Os brasileiros, em transposição de obstáculos diários, com vitórias e derrotas subsequentes, detêm muita determinação, sendo este o salto principal para que os avanços necessários, em diversas áreas, como infraestrutura, segurança, saúde e educação, sejam possíveis de alcançar, gerando um cenário de muitas oportunidades para o Brasil.
 

Nessa categoria, a chancela do "país do futebol" foi além. Anfitriões de mais de dez mil atletas das mais diversas modalidades de esportes - até mesmo as inseridas recentemente, como rugby e golfe -, com atletas consagrados em diferentes modalidades e as novas promessas (esperadas e surpreendentes), trilhamos novos caminhos e estamos escrevendo um capítulo olímpico para a nossa história.
 

Além do Rio de Janeiro, as cidades de São Paulo, Brasília, Manaus, Salvador e Belo Horizonte também emergeram, aumentando a base de apreciadores, com mais de 7 milhões de ingressos vendidos nas Olimpíadas e outros 1,5 milhão nas Paralimpíadas. Cada obra no município, cada comércio local que se adequou ao espírito olímpico e cada movimentação realizada pelos turistas, sejam brasileiros ou estrangeiros, proporcionou - e ainda proporcionará - uma série de benefícios econômicos e culturais, potencializando esse clamor pelo esporte. E, para este segmento, os negócios são ainda mais animadores, desde que não se perca o timing. Com a estratégia certa, é possível capitalizar o anseio dos brasileiros e estrangeiros, colocando à disposição de cada torcedor, os produtos e acessórios que estão sendo vistos nas pistas. O consumidor, certamente, vai querer usar amanhã o que o atleta utilizou e/ou utilizará.
 

De toda forma, marcas, distribuidores e lojistas devem estar preparados e com estratégias focadas em manter a forma após as competições, já que, no mundo dos negócios, a preparação e a manutenção também são salutares para diferenciar quem deve ocupar, nos próximos meses, o primeiro lugar ao pódio.


Salomão Salum é graduado em administração pela FAAP atua no varejo há 20 anos e é sócio-diretor do Grupo Afeet, detentor das marcas Authentic Feet, Magic Feet, Artwalk e Tennis Express, todas redes de franquia.

 
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