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CIA DE DANÇA DEBORAH COLKER E SEU NOVO ESPETÁCULO “CÃO SEM PLUMAS” PDF Imprimir E-mail
ÁRVORE DE COMUNICAÇÃO   
17-Jul-2017
ÁRVORE DE COMUNICAÇÃO - 17/07/2017

“Cão sem plumas”
, poema de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), publicado em 1950, tem como tema o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. O texto mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue. A partir dessa inspiração, a renomada coreógrafa Deborah Colker apresenta o novo espetáculo de sua companhia, que leva o mesmo nome da obra literária e propõe um forte diálogo entre a tradição e a tecnologia, com misturas entre dança, música e cinema. A montagem estreia em Belo Horizonte nos dias 05 e 06 de agosto, no palco do Sesc Palladium. Os ingressos já estão à venda pelo site www.tudus.com.br

 

 


“O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, comenta Deborah. Em cena, a dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado pela coreógrafa e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos 13 bailarinos. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando Deborah, o cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias do limite entre sertão e agreste até Recife.

 


A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco. Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde o trabalho de estreia, Vulcão (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke. A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia.

 


Os bailarinos se cobrem de lama, alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O animal que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de Geografia da fome e Homens e caranguejos, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do mangue beat. O movimento mesclava regional e universal, tradição e tecnologia, como Deborah faz.

 


Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco, se valeu também de samba, jogo, kuduro e outras danças populares. “Minha história é uma história de misturas”, afirma ela.

 


Tendo a Petrobras como mantenedora desde 1995, seu grupo se firmou como fenômeno pop em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999). Os espetáculos Nó (2005), Cruel (2008), Tatyana (2011) e Belle (2014) trataram de temas existenciais, como os afetos. Em Cão sem plumas, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira.

“Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso é João Cabral”, diz ela.

 


Reconhecida internacionalmente, Deborah recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no mundo). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

 


João Cabral vivia em Barcelona, como diplomata, quando leu numa revista que a expectativa de vida no Recife era menor do que na Índia. A notícia foi o impulso para fazer O cão sem plumas. Publicou em 1953 O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife e, três anos depois, sua obra mais conhecida, Morte e vida severina. Sua poesia, das mais importantes do Brasil, é marcada pelo rigor e pela rejeição a sentimentalismos.



Sobre Deborah Colker

Crescida entre a solidão dos estudos de piano clássico e a prática de um esporte coletivo, o voleibol, Deborah Colker começou na dança contemporânea como bailarina do Coringa, grupo da uruguaia Graciela Figueiroa que marcou época no Rio de Janeiro dos anos 1980. A convite da atriz Dina Sfat, Deborah deu início em 1984 àquela que seria a principal vertente de sua carreira nos dez anos subsequentes: diretora de movimento, expressão cunhada para ela pelo encenador Ulysses Cruz. Seu trabalho deixou marcas em dezenas de espetáculos teatrais com que colaborou. Em 1994, fundou a companhia que leva seu nome. Antes e depois desse momento, imprimiu sua marca em territórios tão distintos quanto o videoclipe, a moda, o cinema, o circo e o showbiz.


Também se destacou no desfile das escolas de Samba do Rio de Janeiro, assinando as coreografias das comissões de frente de grandes agremiações, como Mangueira, Unidos do Viradouro e Imperatriz Leopoldinense. Reconhecida internacionalmente, recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo, uma viagem pelo mundo dos insetos. Em 2016, foi a diretora artística da cerimônia de abertura das Olimpíadas.

 



Sobre a companhia

Em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker subia à cena pela primeira vez no palco Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes do país, dividindo a noite com o Momix, o cultuado grupo de Moses Pendleton. Era a edição inaugural da mostra O Globo em Movimento, que se tornaria referência no panorama brasileiro da dança, e Vulcão, o espetáculo de estreia, faria jus ao nome.

 


A grande explosão, no entanto, viria no ano seguinte com Velox, que em seis meses contabilizava 55 mil espectadores. Um fenômeno que renderia à companhia uma estabilidade precoce. Em 1996, apenas dois anos depois de vir ao mundo, a Cia Deborah Colker era contemplada com o patrocínio exclusivo da Petrobras e ocupava sede própria. No mesmo ano, fazia sua primeira estreia mundial em território estrangeiro. Montado especialmente para a prestigiosa Bienal de Dança de Lyon, Mix cuidaria de projetar internacionalmente o trabalho da companhia carioca, e, cinco anos mais tarde, teria sua excelência chancelada pela Society of London Theatre, arrebatando, na categoria "Outstanding Achievement in Dance" (realização mais notável em dança), o Laurence Olivier Award 2001 – honraria jamais concedida a um artista ou grupo brasileiro.

 


De lá para cá, a Cia de Dança Deborah Colker percorreu quatro continentes apresentando-se em alguns dos palcos mais importantes do mundo o reconhecimento internacional motivou também convites para o desenvolvimento de projetos comissionados fora do Brasil, como foi o caso de Maracanã, especialmente encomendado pela FIFA para a Copa do Mundo 2006 (e posteriormente incorporado ao repertório da cia sob o título de Dínamo), e Ovo, de 2009, uma colaboração de Colker com o Cirque du Soleil. E despertou o interesse de corpos de baile estrangeiros em levar à cena peças do repertório da companhia brasileira de dança – como acaba de fazer o Ballet de l’Opéra National du Rhin, que em novembro de 2014 estreou, sob a direção da própria Deborah Colker, sua montagem de Nó.

 


Em 2016, uma das maiores honrarias, uma coreografia de Deborah abriu as Olimpíadas do Rio 2016 mostrando um espetáculo visual representativo da energia do povo brasileiro. Espetáculo este que também incluía elementos icônicos de trabalhos da companhia como as produções Vero, Velox, Mix, Rota e Nó.

 


PRÊMIOS

·         JORNAL O GLOBO – Os melhores de 1995 na dança – VELOX

·         JORNAL DO BRASIL – Os melhores de 1995 na dança – VELOX

·         JORNAL O GLOBO – Melhor espetáculo de dança de 1997 – ROTA

·         PRÊMIO MINISTÉRIO DA CULTURA – Troféu Mambembe de 1997 – ROTA

·         JORNAL DO BRASIL- Melhores espetáculos de dança 1999 – CASA

·         PRÊMIO RIO DANÇA 1999 – Melhor figurino, cenografia e iluminação – CASA

·         LAURENCE OLIVIER AWARDS – 2001 (Grã-Bretanha) Coreografia do espetáculo – MIX

 


FICHA TÉCNICA

Criação, Coreografia e Direção DEBORAH COLKER

Direção Executiva JOÃO ELIAS 

Direção Cinematográfica e Dramaturgia CLÁUDIO ASSIS

Direção de Arte e Cenografia GRINGO CARDIA

Direção Musical JORGE DÜ PEIXE e BERNA CEPPAS  participação especial LIRINHA

Figurino CLAUDIA KOPKE

Desenho de Luz JORGINHO DE CARVALHO

 


SERVIÇO:
ESPETÁCULO “CÃO SEM PLUMAS” – CIA DEBORAH COLKER
Local: Sesc Palladium
Data: 05 e 06 de agosto, sábado, 21h, domingo, 19h
Duração: 1h10 minutos, sem intervalo
Classificação etária: Livre
Ingressos: à venda nas bilheterias do teatro ou pelo site www.tudus.com.br
Informações: (31) 3270-8100
Valores:
  • Plateia I | R$ 110,00 inteira / R$ 55,00 meia-entrada
  • Plateia II (Parte 1) | R$ 110,00 inteira / R$ 55,00 meia-entrada
  • Plateia II (Parte 2) | R$ 50,00 inteira / R$ 25,00 meia-entrada
  • Plateia III | R$ 50,00 inteira / R$ 25,00 meia-entrada 
 
Ingressos à venda nas bilheterias do teatro ou pelo site Tudus
(http://www.tudus.com.br/)
·         Informações: (31) 3270-8100
 
Descontos:
  • Cartão Petrobras e Força de Trabalho: 50% na compra de até 2 ingressos por apresentação. Desconto não cumulativo.
  • Estudantes e idosos: 50% de desconto.
 
Ministério da Cultura, Petrobras e Instituto Unimed-BH apresentam
CÃO SEM PLUMAS – CIA DEBORAH COLKER
 
Incentivo: Lei Federal de Incentivo à Cultura
Patrocínio Local: Instituto Unimed-BH (Patrocínio Viabilizado pelo Incentivo de Pessoas Físicas) | Mip Engenharia | Pottencial Seguradora
Patrocínio Nacional: Secretaria Municial de Cultura do Rio de Janeiro | Petrobras
Media Partner: Jornal O Tempo
Promoção Exclusiva: Rádio Alvorada
Apoio Cultural: Sesc MG
Apoio: City Me, Fredizak, HBA, Hotéis Othon, Soubh e Viver Brasil
Produção Local: Pólobh
Realização: JE Produções Ltda
Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal, Brasil – Ordem e Progresso
 

RELACIONAMENTO COM A IMPRENSA
Árvore Gestão de Relacionamento - (31) 3194-8700
Direção: Rafael Araújo
Atendimento:
Tiago Penna – (31) 3194-8713 | (31) 98329-1513
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