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Na palestra Empresas x Mídia Social – O sistema está
fora do ar, o diretor geral da
CDN Interativa, Gerson Penha foi categórico: “As mudanças pelas quais o mundo
empresarial está passando são tão profundas quanto definitivas.” Ele as comparou
com as que ocorreram quando os computadores invadiram os escritórios e as
Redações de publicações, mudando, para sempre a forma como os executivos
passaram a lidar com suas formas de trabalho.
“Numa diferença de apenas 10
anos, a Web 1.0 que tinha 250 mil sites e 80 milhões de usuários, sendo a
maioria deles leitores, porque o perfil da Web era do tipo Top/Down (com as
empresas criando seus conteúdos e os usuários apenas lendo-os, de forma passiva,
no máximo mandando uma informação que seria respondida dias depois) transformou-se
em Web 2.0. Dez anos depois são 45 milhões de sites; 1 bilhão de usuários,
sendo a maior parte deles de construtores de sites”, disse. “Surpresos?”, ele
perguntou. “Pois não deveríamos”, respondeu ele mesmo, dizendo ser esta, desde
os primórdios da Internet, a promessa de quem a inventou.
O que mudou em dez anos foram
a intensidade da interatividade e a facilidade com que novos recursos passaram
a ser usados sem a necessidade de entendimento, pelos usuários, de aprender
sobre tecnologia. Mas há também
diferenças que acabaram por colocar as empresas de um lado e essa nova mídia
social do outro. Se antes, a internet
era um ambiente corporativo e comercial, hoje é interativo e pessoal, no
sentido de estar sendo feito por pessoas e comunidades. Se antes ela era baseada em home pages, hoje, é predominada por blogs. Se antes seu ícone era o
Netscape, hoje é o Google. Se a web servia à propaganda, hoje serve ao boca-a-boca. E por aí vai, criando um
novo desafio às empresas, porque agora quem fala é o público, e este considera
chato o que as corporações falam, conversa entre si, transforma suas conversas
em verdades, é imune à publicidade e quer ser ouvido, da mesma forma que a
empresa ouve um repórter do melhor e mais prestigioso jornal.
No frigir dos ovos, Gerson
Penha resumiu: “Se o sistema da sua empresa está sempre fora do ar, liga a luz
da atenção, porque sua empresa pode estar acabando. Ela está condenada a
conversar com este novo público, quer queira, quer não. Deve descer do
pedestal, ouvir o que esta mídia social anda falando de sua marca e de seus
produtos e responder na hora, não pode deixar esperando. Mais do que isso –
deve incorporar esse consumidor em seus planos de marketing e comunicação, porque
o novo modelo de negócios delineado com a Web 2.0 é uma nuvem na qual tudo se
mistura e o consumidor vira prosumer,
isto é, formador de opinião, consumidor e participante do processo produtivo,
como já ocorre com empresas de software, de carro e muitas outras, aqui e lá
fora.”
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