{"id":2505,"date":"2020-06-05T11:59:22","date_gmt":"2020-06-05T14:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/?p=2505"},"modified":"2020-06-05T11:59:22","modified_gmt":"2020-06-05T14:59:22","slug":"dia-mundial-do-meio-ambiente-uso-do-etanol-evita-515-milhoes-de-toneladas-de-co2-na-atmosfera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/dia-mundial-do-meio-ambiente-uso-do-etanol-evita-515-milhoes-de-toneladas-de-co2-na-atmosfera\/","title":{"rendered":"Dia Mundial do Meio Ambiente &#8211; Uso do etanol evita 515 milh\u00f5es de toneladas de CO2 na atmosfera"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2506\" aria-describedby=\"caption-attachment-2506\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2506\" src=\"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/cana-300x156.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/cana-300x156.jpg 300w, https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/cana.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2506\" class=\"wp-caption-text\">Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil atinge um novo patamar na mensura\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), considerando o ciclo de vida dos combust\u00edveis. No dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), a Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana de A\u00e7\u00facar (UNICA) atualiza dados de emiss\u00f5es evitadas pelo setor, com base na Pol\u00edtica Nacional de Biocombust\u00edveis (RenovaBio).<\/p>\n<p>Entre mar\u00e7o de 2003 (data de lan\u00e7amento da tecnologia flex) e maio de 2020, o consumo de etanol (anidro e hidratado) evitou a emiss\u00e3o de mais de 515 milh\u00f5es de toneladas de CO2eq.[1], segundo c\u00e1lculos da entidade, baseados em dados da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP). Esse volume \u00e9 equivalente \u00e0s emiss\u00f5es anuais somadas de Argentina, Venezuela, Chile, Col\u00f4mbia, Uruguai e Paraguai.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de credibilidade, a certifica\u00e7\u00e3o dos produtores de biocombust\u00edveis junto \u00e0 ANP para a participa\u00e7\u00e3o no RenovaBio traz transpar\u00eancia para a sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pegada de carbono do processo produtivo, garantindo a rastreabilidade e a efetividade da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Para se chegar a esse n\u00famero, a \u00e1rea t\u00e9cnica da UNICA usou como base o c\u00e1lculo fornecido pela RenovaCalc \u2013 calculadora que determina a efici\u00eancia energ\u00e9tica do processo produtivo no \u00e2mbito do RenovaBio \u2013 com os par\u00e2metros delimitados pela ANP para uma usina t\u00edpica brasileira.\u00a0\u201cA comemora\u00e7\u00e3o do Dia Mundial do Meio Ambiente em meio \u00e0 pandemia da COVID-19 tornou-se um momento de analisar as a\u00e7\u00f5es humanas e seus reflexos nos ecossistemas. Muito se debate sobre revis\u00e3o de condutas, mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e a sociedade que queremos quando tudo isso acabar. No Brasil, como em nenhuma parte do mundo, temos a constru\u00e7\u00e3o s\u00f3lida de uma ind\u00fastria de combust\u00edveis renov\u00e1veis, podendo dar essa significativa contribui\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa para o mundo\u201d, analisa Evandro Gussi, presidente da UNICA.<\/p>\n<p><strong>Ampliar redu\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nQuando avaliado o ciclo de vida completo do combust\u00edvel, o etanol proporciona uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 90% na emiss\u00e3o de GEE em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina. Al\u00e9m disso, em compara\u00e7\u00e3o com a gasolina e o diesel, o biocombust\u00edvel de cana-de-a\u00e7\u00facar praticamente zera a dispers\u00e3o de material particulado e reduz significativamente a emiss\u00e3o de v\u00e1rios poluentes, como os \u00f3xidos de enxofre. \u201cAo planejar a retomada ap\u00f3s a pandemia, l\u00edderes dos setores p\u00fablico e privado devem manter em mente os desafios postos, como a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de fontes de energia f\u00f3sseis para renov\u00e1veis, a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE globais e a sustentabilidade das cadeias produtivas, em termos sociais e ambientais\u201d, avalia Gussi.<\/p>\n<p>O ano de 2020 pr\u00e9-COVID-19 representaria um marco no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pois segundo proje\u00e7\u00f5es registraria o pico de emiss\u00f5es de GEE globais para necessariamente iniciar uma queda a fim de tornar poss\u00edvel o atingimento das metas do Acordo de Paris. \u201cO Brasil tem dado contribui\u00e7\u00f5es significativas, pois, apesar de ter uma matriz energ\u00e9tica com 45% de fontes renov\u00e1veis, tem pol\u00edticas j\u00e1 estabelecidas para ampliar essa participa\u00e7\u00e3o, como o RenovaBio\u201d, explica Gussi. A cana-de-a\u00e7\u00facar responde por 17,4% de toda a oferta prim\u00e1ria de energia no Pa\u00eds, levando em conta etanol e bioeletricidade.<\/p>\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o e COVID-19<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da problem\u00e1tica do aquecimento global, a polui\u00e7\u00e3o do ar \u00e9 uma das grandes vil\u00e3s da sa\u00fade p\u00fablica em megal\u00f3poles, relacionada com 4,2 milh\u00f5es mortes ao ano no mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), e fragilizando a imunidade da popula\u00e7\u00e3o. Estudo de Harvard concluiu que o aumento de apenas 1% na concentra\u00e7\u00e3o de material particulado fino (MP 2.5) no ar resulta em um incremento de 8% das mortes pela COVID-19.<\/p>\n<p>Com as medidas de restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o, foi registrada uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o de poluentes e a melhoria da qualidade do ar de cidades notoriamente polu\u00eddas. Nova D\u00e9li, na \u00cdndia, por exemplo, viu o MP 2.5 cair 60%, ficando em 32,8 \u00b5g\/m\u00b3, segundo o iQAir.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, a m\u00e9dia de 17 \u00b5g\/m\u00b3 de MP 2.5, registrada em 2019, caiu para 13 \u00b5g\/m\u00b3 nos primeiros cinco meses de 2020, segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo (Cetesb). Os \u00edndices est\u00e3o dentro do recomendado pela OMS, de 20 \u00b5g\/m\u00b3 de MP 2.5. Isso porque temos a combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas governamentais que controlam a emiss\u00e3o de poluentes pelos ve\u00edculos (PROCONVE) com o incentivo \u00e0 combust\u00edveis limpos &#8211; 60% do consumo de combust\u00edveis do ciclo Otto na capital paulista \u00e9 de etanol hidratado, que praticamente zera a emiss\u00e3o de material particulado (-98% em rela\u00e7\u00e3o a gasolina e diesel).\u00a0\u201cApesar de ser uma megal\u00f3pole, S\u00e3o Paulo desfruta de melhor qualidade do ar do que outras capitais gra\u00e7as ao uso de biocombust\u00edveis, o que tem reflexos diretos na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. No futuro, podemos ampliar esses benef\u00edcios para outras capitais e pa\u00edses\u201d, prev\u00ea Gussi.<\/p>\n<p><strong>Etanol como aliado para o cumprimento do Acordo de Paris<\/strong><br \/>\nO etanol da cana-de-a\u00e7\u00facar brasileiro \u00e9 o biocombust\u00edvel com menor pegada de carbono do mundo, sendo reconhecido como tal pelas ag\u00eancias internacionais gra\u00e7as ao modelo de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel adotado pelo setor sucroenerg\u00e9tico.<\/p>\n<p>Na Uni\u00e3o Europeia, o etanol de cana \u00e9 reconhecido pela diretiva de promo\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel (I e II) como o biocombust\u00edvel de primeira gera\u00e7\u00e3o que mais reduz as emiss\u00f5es comparado com combust\u00edvel f\u00f3ssil (70% quando colocado no mercado Europeu).<\/p>\n<p>Nos EUA ocorre fato similar, sendo nosso etanol classificado como combust\u00edvel avan\u00e7ado no \u00e2mbito da legisla\u00e7\u00e3o norte-americana, uma vez que supera o patamar de 60% de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE (entre 61% e 90%). Apesar de o etanol de cana-de-a\u00e7\u00facar ser de primeira gera\u00e7\u00e3o, seu desempenho ambiental equivale \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es previstas para o etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO aumento da mistura de etanol na gasolina tem sido visto como um caminho para mitigar a emiss\u00e3o de GEE e atender as metas do Acordo de Paris. Atualmente, mais de 60 pa\u00edses t\u00eam trabalhado para aumentar a mistura de renov\u00e1veis nos combust\u00edveis f\u00f3sseis com o objetivo de descarboniza\u00e7\u00e3o. \u201cA vantagem da ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de blend \u00e9 que ela promove a redu\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea da pegada de carbono de toda a frota, al\u00e9m de reduzir a polui\u00e7\u00e3o. O Brasil \u00e9 um grande campo de testes e comprova a seguran\u00e7a da mistura, com toda a gasolina comercializada contendo 27% de etanol anidro e sendo utilizada em carros importados\u201d, avalia Gussi.<\/p>\n<p>O Brasil tem uma Pol\u00edtica Nacional de Biocombust\u00edveis (RenovaBio) criada para atender as metas autodeclaradas da COP21, no \u00e2mbito do Acordo de Paris, que reduzir\u00e1 a intensidade de carbono da matriz de transportes, por meio do aumento da participa\u00e7\u00e3o dos biocombust\u00edveis, incluindo biodiesel e etanol feitos a partir de diferentes mat\u00e9rias-primas, e da cria\u00e7\u00e3o de um mercado de cr\u00e9dito de carbono (CBio). O objetivo do RenovaBio, que entrou em vigor em 24 de dezembro de 2019, \u00e9 reduzir pelo menos 100 milh\u00f5es de toneladas as emiss\u00f5es de GEE em 10 anos.<\/p>\n<p><strong>Atributos do etanol<\/strong><br \/>\nQuando avaliadas as emisso\u0303es de gases causadores de efeito estufa (GEE) no ciclo de vida dos combusti\u0301veis, o etanol proporciona uma reduc\u0327a\u0303o de ate\u0301 90% da emissa\u0303o de GEE em relac\u0327a\u0303o a\u0300 gasolina. Al\u00e9m disso, o biocombust\u00edvel de cana praticamente zera a dispers\u00e3o de part\u00edculas, poluente muito agressivo para a sa\u00fade, pois consegue penetrar as partes mais profundas do pulm\u00e3o (-98% em rela\u00e7\u00e3o a gasolina e diesel), bem como a de hidrocarbonetos t\u00f3xicos (-99% na emiss\u00e3o de benzeno, componente cancer\u00edgeno presente na gasolina, e na emiss\u00e3o de hidrocarbonetos poliarom\u00e1ticos, componentes cancer\u00edgenos gerados na queima do diesel).<\/p>\n<p>O biocombust\u00edvel tamb\u00e9m reduz a emiss\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina (a porcentagem varia dependendo da calibra\u00e7\u00e3o do motor, mas pode atingir cerca de 20%). Outra vantagem do etanol \u00e9 que se trata de um produto de baixa toxidez e biodegrad\u00e1vel. Ou seja, em caso de acidentes de derramamento ou de vazamento, resulta em impacto ambiental de pequena monta e \u00e9 biodegradado em poucos dias. Por outro lado, os combust\u00edveis derivados de petr\u00f3leo (gasolina e diesel), apresentam elevada toxidez ambiental e requerem muito tempo para biodegrada\u00e7\u00e3o natural, o que resulta em impacto ambiental elevado, necessitando com frequ\u00eancia medidas de remedia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea contaminada, quando isso \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil atinge um novo patamar na mensura\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), considerando o ciclo de vida dos combust\u00edveis. 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