{"id":8204,"date":"2021-09-22T09:31:59","date_gmt":"2021-09-22T12:31:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/?p=8204"},"modified":"2021-09-22T09:31:59","modified_gmt":"2021-09-22T12:31:59","slug":"multinacionais-deixam-concorrencia-de-lado-e-se-unem-para-formar-a-associacao-brasileira-de-bebidas-destiladas-abbd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/multinacionais-deixam-concorrencia-de-lado-e-se-unem-para-formar-a-associacao-brasileira-de-bebidas-destiladas-abbd\/","title":{"rendered":"Multinacionais deixam concorr\u00eancia de lado e se unem para formar a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD)"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8205\" aria-describedby=\"caption-attachment-8205\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8205\" src=\"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/doses.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/doses.jpg 600w, https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/doses-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.pqn.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/doses-80x50.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8205\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cinco das maiores empresas de destilados que atuam no Brasil \u2013 Bacardi Martini, Beam Suntory, Brown Forman, Diageo Brasil e Pernod Ricard \u2013 se uniram para criar a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD). A constitui\u00e7\u00e3o da entidade \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o iniciada pelas empresas em 2020 com a cria\u00e7\u00e3o do N\u00facleo pela Responsabilidade no Com\u00e9rcio e Consumo de Bebidas Alco\u00f3licas no Brasil, grupo formado com o objetivo de contribuir para que a rela\u00e7\u00e3o da sociedade com bebidas alco\u00f3licas seja transparente e respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da associa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria recente para o segmento e pretende potencializar as bandeiras de luta pela isonomia tribut\u00e1ria e regulat\u00f3ria, combate ao mercado ilegal e conscientiza\u00e7\u00e3o do consumo respons\u00e1vel. O setor nacional de destilados, puxado pelas marcas acima, tem um valor de mercado de R$ 34,2 bilh\u00f5es\/ano, segundo \u00faltimo levantamento da consultoria Euromonitor1, de 2018.<\/p>\n<p>A ABBD emerge em sintonia com a campanha educativa do movimento \u201cDoses Certas\u201d, que desde 2020 trabalha para desfazer mitos relacionados \u00e0s bebidas alco\u00f3licas e informar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que \u201c\u00c1lcool \u00e9 \u00c1lcool\u201d \u2013 o mesmo tipo de \u00e1lcool est\u00e1 em todas as bebidas, e \u00e9 importante controlar a quantidade consumida, seja qual for a escolha do consumidor.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre as empresas, embora concorrentes, evidencia a urg\u00eancia de combater a desinforma\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e desmistificar conceitos equivocados presentes no imagin\u00e1rio popular, como o de que existe uma bebida mais \u201cforte\u201d que a outra. Esse tipo de percep\u00e7\u00e3o acaba por justificar a alta carga tribut\u00e1ria imposta para os destilados, que onera a ind\u00fastria e, paradoxalmente, gera menos contrapartida fiscal para o governo, \u00e0 medida que estimula a expans\u00e3o da ilegalidade.<\/p>\n<p>Para dar in\u00edcio \u00e0s a\u00e7\u00f5es, a ABBD foi constitu\u00edda e o presidente Jos\u00e9 Eduardo Cidade, ex-secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico de Porto Alegre (RS), nomeado em reuni\u00e3o remota no dia 12 de julho, em acordo com os representantes das cinco multinacionais, que assinaram a ata para a funda\u00e7\u00e3o oficial do grupo. \u201cA Associa\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco para mudan\u00e7as estruturais necess\u00e1rias. Juntos, vamos dar voz a um setor de grande representatividade, em um momento \u00edmpar do pa\u00eds, para discutirmos a reforma tribut\u00e1ria e a retomada econ\u00f4mica, sem nunca perder de vista o consumo respons\u00e1vel e nosso papel junto \u00e0 sociedade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>As pautas da ABBD<br \/>\n<\/strong>Um dos principais esfor\u00e7os da ABBD ser\u00e1 estimular \u2013 a partir de uma mudan\u00e7a de consci\u00eancia na sociedade, mundo corporativo, classe pol\u00edtica e m\u00eddia \u2013 a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e modera\u00e7\u00e3o no consumo, com responsabilidade individual e respeito \u00e0 sa\u00fade coletiva, aliada a um ambiente concorrencial equilibrado que gere ganhos sociais como um todo.<\/p>\n<p>Ao promover a informa\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter educativo a respeito dos destilados, a ABBD defende que as bebidas alco\u00f3licas (todas aquelas com teor alco\u00f3lico acima de 0.5\u00b0 Gay Lussac) devem ser tratadas de maneira sim\u00e9trica sob o ponto de vista regulat\u00f3rio e tribut\u00e1rio, possibilitando um campo de neg\u00f3cios adequado para uma competi\u00e7\u00e3o justa, arrecada\u00e7\u00e3o de impostos e gera\u00e7\u00e3o de empregos, ou seja, benef\u00edcios de \u00e2mbito social que retornem positivamente para os cidad\u00e3os. Da\u00ed, a import\u00e2ncia do lema abaixo.<\/p>\n<p><strong>\u00c1lcool \u00e9 \u00c1lcool<br \/>\n<\/strong>As bebidas destiladas, a cerveja e o vinho possuem o mesmo tipo de \u00e1lcool: o etanol. Por isso a ABBD apoia o movimento Doses Certas, que visa oferecer informa\u00e7\u00f5es de qualidade para adultos respons\u00e1veis que optem por beber, combatendo mitos e <em>fake news<\/em> que causam preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e \u00e0 economia, reduzindo a competitividade do setor e estimulando o mercado ilegal. A ideia principal \u00e9 mostrar que \u201c\u00c1lcool \u00e9 \u00c1lcool\u201d e que o que importa mesmo \u00e9 a quantidade absoluta de consumo do indiv\u00edduo e n\u00e3o o tipo da bebida ou seu teor de percentual alco\u00f3lico.<\/p>\n<p>O movimento \u00e9 um marco na a\u00e7\u00e3o desta ind\u00fastria, disposta a atuar no apoio ao consumo moderado, ao educar sobre a quantidade de \u00e1lcool ingerido, e n\u00e3o a partir da concentra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia na bebida. Esta premissa \u00e9 ponto de partida para que pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea da sa\u00fade e economia sejam coerentes entre si. E \u00e9 justamente tornando o debate educativo e respons\u00e1vel que a ABBD quer tratar de quest\u00f5es tribut\u00e1rias e do com\u00e9rcio ilegal, que tanto afetam o setor.<\/p>\n<p><strong>Isonomia Tribut\u00e1ria<br \/>\n<\/strong>Em 2015, o setor sofreu forte baixa, quando foram institu\u00eddas novas normas tribut\u00e1rias no Brasil, que alteraram a sistem\u00e1tica de cobran\u00e7a e estipularam al\u00edquotas elevadas do IPI para os destilados, entre 25 e 30%, enquanto a al\u00edquota da cerveja, por exemplo, foi para 6% \u2013 valor menor do que alguns itens essenciais como shampoo e tijolos, conforme aponta estudo publicado pela GO Associados\u00b2.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, o governo amargou perdas fiscais de R$ 5,5 bilh\u00f5es, e o mercado ilegal lucrou, na \u00e9poca do estudo da Euromonitor, mais de R$ 3 bilh\u00f5es por ano com bebidas falsificadas e contrabandeadas.<\/p>\n<p><strong>Mercado ilegal<br \/>\n<\/strong>Em paralelo, a ABBD considera o enfrentamento ao com\u00e9rcio ilegal de bebidas alco\u00f3licas em territ\u00f3rio nacional outro problema urgente, que traz risco \u00e0 sa\u00fade do consumidor, grande perda de arrecada\u00e7\u00e3o do Estado e gera\u00e7\u00e3o de receitas escusas que financiam o crime organizado. Segundo a entidade, a incoer\u00eancia de taxa\u00e7\u00e3o de tribut\u00e1ria dos destilados \u00e9 o fator propulsor dessa desordem, que gera perdas em todas as pontas, sociais, econ\u00f4micas e individuais.<\/p>\n<p>Dados de um estudo recente feito este pela consultoria Euromonitor1 indicam que o mercado de bebidas destiladas ilegais j\u00e1 corresponde a 37,9% do volume total comercializado no Brasil. Al\u00e9m disso, produtos il\u00edcitos chegam a custar at\u00e9 70% menos que os legais, o que os torna atrativos em um momento de crise econ\u00f4mica com importante redu\u00e7\u00e3o na renda do consumidor, como o provocado pela pandemia.<\/p>\n<p>Estima-se, ainda, que mais de 130,7 milh\u00f5es de litros de \u00e1lcool puro il\u00edcitos circulam no pa\u00eds (isso significa 320 milh\u00f5es de garrafas de um litro com teor alco\u00f3lico de 40%). Esse aumento traz riscos para a sa\u00fade dos consumidores, que optam por produtos ilegais, na expectativa de manterem seus padr\u00f5es de consumo, e acabam comprando um produto il\u00edcito, sem qualquer controle de qualidade, muitas vezes produzido em f\u00e1bricas clandestinas.<\/p>\n<p>Por conta desses riscos, uma das primeiras a\u00e7\u00f5es da ABBD foi o apoio \u00e0 campanha multientidades <em>\u201cDiga N\u00e3o Ao Com\u00e9rcio Ilegal de Bebidas Alco\u00f3licas\u201d<\/em>, que visa refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do combate \u00e0 ilegalidade junto a bares e restaurantes, empres\u00e1rios e empreendedores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco das maiores empresas de destilados que atuam no Brasil \u2013 Bacardi Martini, Beam Suntory, Brown Forman, Diageo Brasil e Pernod Ricard \u2013 se uniram para criar a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD). 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