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DA REDAÇÃO
8/03/2025
Em meio à crescente diversidade do Carnaval de rua de Belo Horizonte, um novo bloco surgiu de forma espontânea e conquistou o público pela simplicidade, pelo acolhimento e pela energia coletiva. O Bloco da Lili realizou sua estreia carnavalesca no dia 8 de março, data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, após nascer de uma reunião familiar em dezembro de 2024, mostrando que encontros afetivos também podem se transformar em importantes manifestações culturais.
Segundo Elissandra Santos, uma das idealizadoras e produtora cultural do bloco, o curto espaço de tempo entre a decisão de colocar o projeto na rua e a realização efetiva do desfile tornou tudo ainda mais desafiador. “A estreia do Bloco da Lili no Carnaval de Belo Horizonte foi muito melhor do que podíamos imaginar. Um intervalo de 30 e poucos dias entre a decisão de colocar o bloco na rua e isso se concretizar foi muito arriscado”, relata.
Mesmo diante das incertezas, o grupo apostou em uma proposta diferente dos formatos tradicionais dos blocos carnavalescos. A ideia era criar um ambiente leve, afetivo e aberto à participação espontânea do público. “Nosso objetivo inicial era fazer as pessoas se divertirem, com um movimento mais orgânico em que as pessoas trouxessem seus instrumentos e se juntassem à nossa bateria para acompanhar uma banda, privilegiando o improviso”, explica Elissandra.
O encontro aconteceu em um bar frequentado por pessoas que já compartilhavam relações de amizade e convivência, fator que ajudou a criar um ambiente seguro e acolhedor. O perfil do público também contribuiu para o clima familiar do evento. “Garantir o conforto ao público, majoritariamente já na casa dos 40 anos, no mínimo, foi um dos pontos fortes do nosso evento”, destaca.
Outro diferencial do desfile foi a liberdade dada às crianças para circularem entre os músicos e experimentarem os instrumentos musicais de acordo com seus interesses. A proposta reforçou o caráter inclusivo e comunitário do bloco, aproximando diferentes gerações da experiência carnavalesca.
A recepção positiva surpreendeu os organizadores e consolidou o desejo de continuidade do projeto. O que começou como um encontro despretensioso entre amigos rapidamente ganhou força como iniciativa cultural, fortalecendo laços comunitários e reafirmando o Carnaval de Belo Horizonte como espaço de convivência, criatividade e diversidade.

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