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Ricardo Cardin
 
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FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS É CONVIDADA DA SÉRIE UFMG, 90: MUITAS CULTURAS PDF Imprimir E-mail
PERSONAL PRESS   
12-Jun-2017
PERSONAL PRESS - 12/06/2017

Mais que o 
sobrenome Minas Gerais em comum, a Universidade Federal e a Orquestra Filarmônica têm o compromisso de ampliar o acesso às mais diversas formas de expressão cultural. Este o sentido do convite feito pela série UFMG, 90: muitas culturas, dando à Filarmônica a oportunidade de difundir repertório clássico, em concerto aberto e gratuito, tanto à comunidade acadêmica quanto ao público em geral. A apresentação, sob a batuta do maestro Marcos Arakaki, é nesta terça, 13 de junho, às 18h30, no gramado da Reitoria. O concerto integra a série Clássicos na praça, com as obras Uma noite no Monte Calvo, de Mussorgsky, Orfeu no Inferno: Abertura, de OffenbachDança Macabra, de Saint-Saëns e O Aprendiz de Feiticeiro, de Dukas.

 
Em 2017, a Universidade Federal de Minas Gerais completa 90 anos. Entre os vários eventos concebidos em comemoração às nove décadas de fundação da Universidade, estão, de acordo com a UFMG, aqueles que reconhecem o potencial reflexivo e transformador da cultura e das artes como produção de conhecimento. O trabalho cotidiano da Orquestra Filarmônica, desde sua criação, tem sido o de divulgar a música sinfônica como um instrumento de educação e aprimoramento do ser humano que transcende todas as barreiras étnicas, culturais e socioeconômicas.
 

Repertório
 
Uma noite no Monte Calvo, Mussorgsky (Rússia, 1839-1881)
 

As obras orquestrais de Modest Mussorgsky compõem-se de pouco menos de dez títulos. Neste concerto, o público irá desfrutar de Uma noite no Monte Calvo, na versão de outro compositor russo, Rimsky-Korsakov. Por que uma versão e não o original? Faz-se necessário voltar a 1867. A Rússia está em ebulição pré-revolucionária, quando surge o Grupo dos Cinco: dois jovens oficiais (César Cui e Modest Mussorgsky), um aluno da Escola Naval (Rimsky-Korsakov), Balakirev (o único músico profissional) e um assistente de química da Academia de Medicina (Alexandre Borodin). Trabalhando sem cessar, o grupo fez a revolução antes mesmo de Lenin… Dos cinco, o mais revolucionário foi Modest Mussorgsky. Com sua tarefa de restaurar a cultura tradicional das raízes da música russa para sua divulgação em formas modernas, o acervo de Mussorgsky acabou ficando desorganizado, cheia de esboços não concluídos e, mesmo em manuscritos mais completos, com diversas passagens pouco claras. Não fora o grande e cuidadoso empenho de Rimsky-Korsakov em resgatar, revisar e publicar a sua obra, após sua morte, a maior parte da música de Mussorgksy hoje estaria perdida.
 

Orfeu no Inferno: Abertura, Offenbach (Alemanha, 1819 – França, 1880)
 
Conta a lenda que Orfeu foi o melhor músico que já pisou na terra. Com o poder da música, domou animais selvagens, fez com que as árvores o seguissem e despertou a natureza inanimada para a vida e o arrebatamento. Ele tocou tão divinamente a lira que toda a natureza parou para ouvir sua música. Quando sua amadíssima esposa, Eurídice, morreu, foi buscá-la no Hades, e a força de sua lágrima suavizou até o severo deus dos mortos... Mas, a versão de Jacques Offenbach para Orfeu no Inferno é de outra ordem. Escrita como ópera burlesca, transformou-se em uma sátira na qual Orfeu e Eurídice não fazem uma típica vida de casal, estão cansados um do outro e, por isso, já nenhum deles é fiel aos votos do matrimônio. Enquanto Orfeu se encanta com as suas belas alunas, Eurídice jura amor a Aristeu. Depois de descoberta a traição e em prol da sua imagem, Orfeu prepara a morte do amante da mulher e esta corre para lhe contar os planos do marido... Aristeu (na verdade, é Plutão disfarçado) atrai Eurídice e toma o mesmo veneno que ela, em nome do amor. Ela morre e é conduzida por Aristeu/Plutão para o inferno. Orfeu fica feliz com a morte da mulher, mas, para seu infortúnio, a opinião pública exige-lhe que a vá salvar. A reviravolta temática engendrada por Offenbach possibilitou o surgimento do tema que tornou o compositor e esta ópera dignos de notoriedade internacional: o Can-Can. 
 

Dança Macabra, Saint-Saëns (França, 1835 – Argélia, 1921)
 
A composição de Dança Macabra, de Camille Saint-Saëns, é baseada em um poema de Henri Cazalis sobre uma velha superstição francesa na qual a Morte aparece todo ano à meia-noite do Halloween. “Hallow” é um termo antigo para “santo” e “eve” é o mesmo que “véspera”. O termo designava, até o século XVI, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. A título de curiosidade, foi no século VIII que o papa Gregório 3º mudou a data do Dia de Todos os Santos, de 13 de maio – a data do festival romano dos mortos – para 1º de novembro, a data do festival celta de Samhain (fim do verão). Mas, aqui no Brasil, ainda estamos no meio do ano e se há algo em comum, agora, são as fogueiras, muita comida e diversos rituais de adivinhação proporcionados pelas festas juninas. No mais, uma curiosa música que se inicia com uma harpa tocando uma única nota 12 vezes consecutivas – para expressar as batidas do relógio a indicar meia-noite. Entra um violino solo – representando a Morte – que então é substituído por uma flauta, acompanhada de orquestra. Os xilofones adicionam um toque especial à música, incorporando os sons dos ossos dos esqueletos chocando-se em sua dança. A música se intensifica, como a dança dos mortos, até que resta apenas, ao fim, um violino solo, representando os esqueletos voltando às suas tumbas ao amanhecer.
 

O Aprendiz de Feiticeiro, Dukas (França, 1865 – 1935)
 
Enquanto jazem os mortos, é preciso reinventar a vida. E é assim que chegamos ao Aprendiz de Feiticeiro, de Paul Dukas. Decidido a compor um poema sinfônico, Dukas escolheu, como programa literário, a balada de Goethe Der Zauberlehrling, escrita em forma de monólogo: — “Enfim o velho mestre se ausentou! Agora vou eu também conduzir os Espíritos!”. O aprendiz pronuncia a fórmula mágica, ordenando à vassoura que vá ao rio buscar água e lave a casa. Mas ele esqueceu a palavra para interromper o trabalho da vassoura, e a água ameaça fazer submergir a casa. Com a volta do Mestre Feiticeiro, tudo termina bem. Composta em 1897, a obra ganhou o título de L’Apprenti sorcier – Scherzo Symphonique d’après une ballade de Goethe e ficou mundialmente conhecida ao ser incluída no filme Fantasia (1940), de Walt Disney, com Mickey Mouse no papel do aprendiz.
 
 

O maestro Marcos Arakaki
 
Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais e colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o do 1º Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes 2001 e o Prêmio Camargo Guarnieri 2009, ambos como primeiro colocado. Foi também semifinalista no 3º Concurso Internacional Eduardo Mata, realizado na Cidade do México em 2007.
 

Marcos Arakaki tem dirigido outras importantes orquestras tanto no Brasil como no exterior. Estão entre elas as orquestras sinfônicas Brasileira (OSB), do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, a Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica, Orquestra Experimental de Repertório, orquestras de Câmara da Cidade de Curitiba e da Osesp, Camerata Fukuda, dentre outras. No exterior, dirigiu as orquestras Filarmônica de Buenos Aires, Sinfônica de Xalapa, Filarmônica da Universidade Autônoma do México, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e a Boshlav Martinu Philharmonic da República Tcheca.
 

Marcos Arakaki foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira e regente titular da OSB Jovem e da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
 

Natural de São Paulo, Marcos Arakaki é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts, Estados Unidos. Recebeu orientações de David Zinman na American Academy of Conducting at Aspen e participou de masterclasses com os maestros Kurt Masur, Charles Dutoit e Sir Neville Marriner.
 

Nos últimos dez anos, Marcos Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua, ainda, como coordenador pedagógico, professor e palestrante em diversos projetos culturais, instituições musicais, universidades e conservatórios de vários estados brasileiros.
 
 
Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
 
Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.
 
De lá pra cá (dados até dezembro de 2016):
 
820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo
641 concertos foram realizados
835 obras foram tocadas
242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados
52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas
93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais
27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país
5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai
6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais
513 notas de programa foram produzidas
115 webvídeos foram disponibilizados
56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história
318 concertos foram gravados
4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas
3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados
1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado
90 músicos estão trabalhando
18 nacionalidades convivem em harmonia
60 mil oportunidades de trabalho foram abertas
3.320 assinaturas apoiam a programação artística
7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos
 
Agora, em 2017, a Filarmônica apresenta sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.
 
SERVIÇO
 
Clássicos na Praça – Especial 90 anos da UFMG
13 de junho – 18h30
Gramado da Reitoria
 
Marcos Arakaki, regente
 
MUSSORGSKY                       Uma noite no Monte Calvo
OFFENBACH                   Orfeu no Inferno: Abertura
SAINT-SAËNS                 Dança Macabra, op. 40
DUKAS                                   O Aprendiz de Feiticeiro
 
 
ENTRADA GRATUITA
 
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
 
 

 

Informações para imprensa:
Personal Press
Polliane Eliziário –  Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email  – (31) 99788-3029
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